Vr.Ironic

terça-feira, 4 de outubro de 2011

PEPA & SYLVIA ....

 ''Amor que eu nunca mais verei, nunca mais terei''...''amor que não se mede, amo que não se pede...que não se repete...amor!" (C.Negra)

sábado, 1 de outubro de 2011

VC&EU


... Nem sei quanto tempo faz... mas senti falta de me despir...  quero denovo. Aqui e agora...

Deixar rolar de vez a lágrima que vi no reflexo da janela mas que não deixei cair!
Deixar aliviar o peito que anda sufocado e cheio de orgulho ao mesmo tempo... desesperado!

Posso agora fazer evaporar toda a dor junto com a salmoura que corre no rosto até o peito...
e que seca antes de terminar meu corpo.

Não quero permitir que o sntimento de pequenez tome meu ser, nem que o arrependimento seja meu mentor...
Não vou me entregar!

Mas é que hoje como todas as vezes que me lévam até você, sempre que me obrigam a lembrar sua existência longe de mim, vem conjulgado a seu nome um passado em que fui feliz.

Sim! um dia eu fui feiz!- Afirmei aos novos amigos, e mostrei como eu era feliz!
Agora volto ao meu canto pequeno do quarto e me bate a saudade amarga que resta do seu beijo, do seu sabor, dos dias que a inocência, o amor e a felicidade faziam parte dos meus dias!
Hoje o que restou foi maturidade, desconfiança e solidão.

Não a culpo meu amor! nem mesmo aos seus e suas outras! 

Apenas lamento não estar, não ser, não ter, tudo que eu sonhei com você!

Sei que não é o fim. Nem meu nem o seu!
É apenas o NOSSO fim.

Continuo acreditando no amor... 
mesmo que ele nunca mais acredite em mim!

Vr.ironic

terça-feira, 26 de julho de 2011

Tc na madruga!



...O frio descomunal trazido pela chuva grossa,o vento forte passa entre as arestas da janela fazendo bater as portas e agitar as cortinas, acompanham a inquietude do peito e do pensamento nesse momento!... mas ainda não é madrugada!


...Agora, a chuva cessa, faz-se silêncio, os grilos cricam, e eu teclo, sem vontade de me despedir... mas sem iniciar um diálogo...sem ter se iniciado a madruga que adorava!






...Atenção em outra língua surge , para talvez ter motivos pra ficar... mas a ausência proposta me causa mais interesse do que a presença imposta buscando a minha atenção! [...] voltou a chover e o que posso fazer?... farei tal qual ela...vou passar!  
Boa madruga! Ela começou e está fria!
 
VrIronic
 
-don´t you think!?


domingo, 24 de julho de 2011

#v e r g o n h a

V e r g o n h a





s.f. Sentimento penoso por se ter cometido alguma falta ou pelo temor da desonra: corar de vergonha. Humilhação,desonra: perder assim é uma vergonha. (Sin.: infâmia, opróbrio, vexame.)





O sentimento não é simples, é composto por outros mais. Complexo por origem, mas defini-lo nunca pareceu ser tão duro!
Nenhum ditado popular ou piada aliviaria a dor, que trouxe junto, a situação tão embaraçosa, constrangedora, até posso dizer, arriscada!
Expor-se ao ridículo, não perceber onde estava errando, ou o que poderia acontecer em seguida, ignorando totalmente o ambiente ou olhos alheios os quais se permitia observar.
Dor? Por quê? Pelo quê? ... Pelo que veio depois, pelo possível julgamento, ou má impressão escondidos entre as risadas. Sim, claro! Não os subestime, ou até cometa a sensatez de levar na esportiva se assim parecer.

Por outro lado, guarde para sempre a sensação enorme de pequenez, a inigualável vontade de se tele transportar, o desejo único e intenso de ser por alguns instantes uma avestruz... -Cômico se não fosse vergonhoso!


“Desculpas são desnecessárias!” – Mas se aceitá-las, e guardar algo digno junto a lamentável lembrança, conseguirá olhar outra vez nos olhos verdes da anfitriã de sorriso fácil e humor leve.

 
[...]

... Foi mais ou menos isso que o espelho me falou!



sexta-feira, 8 de julho de 2011

Fitando o Passado...


Da fila do banco ao sofá de casa.

“Eu não sei se choro mais, ou se rio mais”, só sei que despertou dentro de mim a minha própria história, os sonhos e desejos pelos quais eu não lutei! Perfeito! – Foi o que escrevi na mensagem que enviei para minha amiga as onze e quarenta cinco do dia oito de julho, me referindo ao livro que havia me emprestado. –Naquele dia Junto ao Mar, de Karina Dias;

Saí de casa logo cedo no dia anterior, para resolver problemas e pagar contas. O livro estava na mochila há quatro dias, desde o dia que o peguei. O deixei lá, com a intenção de iniciar a leitura em qualquer lugar durante alguma fila de espera, pois, sabia que o dia seria longo em filas de banco, e lojas. Gostava de manter a calma e a paciência nesses momentos, fugindo dessa realidade ouvindo música e lendo;

Após resolver algumas coisas rápidas, encontrei com uma amiga e fomos almoçar; Antes passamos no último Banco da lista do dia e pegamos uma senha; Susto ao olhar a tela de chamada: senha 165, a minha senha era 363! E fomos almoçar rindo da minha desgraça!

Fica a dica pra você que não tem muita paciência em filas: Pegue uma senha, tente resolver outra coisa caso tenha muita gente a sua frente, ou adiante o almoço, um lanche, evite ficar o tempo todo no mesmo lugar, leve um livro, revista ou ouça música sem ansiedade e sem olhar pro relógio, isso só aumenta a impaciência!

Almoçamos, conversamos e entre uma cerveja e uma água de coco, passaram-se uma hora e meia; tempo supostamente suficiente para chegar a minha vez não acha? Pois é... Mas não foi! Ao retornar pra fila do banco, desanimada, olhei a tela, a senha da vez era 316... 363... Conta rápida de cabeça: 47 pessoas ainda a minha frente; Já era três e quinze, o banco fecharia as portas e eu continuaria lá dentro até ser atendida, é um saco mesmo!

Lembrei do livro na mochila! Coloquei o fone do celular e me acomodei em um lugar onde pudesse ver a tela, já que não tinha poltrona disponível, acomodei-me em pé mesmo.

Em menos de quinze minutos me vi envolvida com a história que comecei a ler, produzia expressões de riso, me movia como se estivesse dentro dos locais ali descritos, me peguei analisando cada personagem, como se conhecesse alguém que se encaixava perfeitamente naquelas linhas. Logo me envolvi e deixei emocionar-me, chorei, sorri, e quando não esperava, estava chamando a atenção de estranhos a minha volta, que curiosos tentavam visualizar a capa do livro! Saltei de meu delírio e voltei ao banco, notei que a senha da vez já passava de 340... Foi quando pensei comigo mesma: Tá doida? Rindo sozinha, quase falando, deixei os olhos encherem de lágrimas... Será que é mais ‘’bisonho’’ envolver-se numa leitura em público assim, ou assistir jogo de futebol, no bar, sozinha? Preocupo-me com o que poderiam responder aqui!

Voltei à leitura, de olho no painel... Deixei me envolver novamente! Há muito tempo não ficava assim... Agora no alto da leitura, além de rir e chorar excitava-me junto com as personagens. Já estava sentido um ar quente entre as pernas e fiquei ofegante... Fechei o livro, no susto, respirei fundo e esperei chegar até minha vez antes que eu me perdesse no tempo e passasse a minha senha também!

Ouvindo música, notei que já estava na fila há mais de uma hora, e então ‘’din-don’’ soava a tela, chamando 363, até que enfim!

Já não bastasse às pessoas em volta tentando ver o que eu estava tão entretida lendo, a moça do caixa não dispensou o comentário e antes de passar o troco disse: - Muito bom esse livro! Adorei quando li!- Citou ao ver o livro em cima da mesa. Sem graça, respondi, é bom mesmo, mas acho que comecei a ler no lugar errado! Ela sorriu desconfiada, e me desejou boa leitura! Saí com o riso sínico no canto da boca e olhei pra trás antes de deixar o local, ainda cheio de gente.

Naquele momento queria parar na praça, na alçada, sei lá em qualquer lugar pra continuar lendo. Mas tendo em vista minhas reações decidi ir pra casa e ler só à noite, em paz, no meu canto.

As luzes se apagaram, quando todos estavam na cama , continuei ansiosa a leitura. Deitei-me ao lado da minha mãe, e ascendi à lanterna do celular sobre meu colo, para não incomodá-la. Segurei o livro e me aconcheguei no cantinho da parede. A leitura me possuía e eu não queria parar de ler cada pequena página, curiosa e ansiosa pelo destino daquelas garotas que se encontraram como coisa do destino, e se atraíam como ímã rente ao ferro; De repente me vi incomodada ao estar ao lado da minha mãe! Por quê? Bem, porque a sensação que, a leitura estava provocando em mim pode-se dizer que não era pura ou digna de estar na cama da minha mãe! - Ai que saudade da época que morava sozinha, e que ler ou ver DVD, ouvir música e praticar auto-ajuda não significava ter que sair da cama! Nooossaaa! Como aquilo me tomou, e o sofá era o meu destino! Parecia uma ladra, com uma lanterna na mão, com medo de ser pega por alguém... Mas só buscava um pouco de privacidade pra sentir o que aquela história trouxe de dentro de mim.

(...) “Segurei seus pulsos sobre a cabeça e deixei meu corpo cair lentamente sobre o dela. Sua respiração ofegante batia em meu rosto. Seus olhos não desviavam dos meus. Senti seu sexo molhado, quando ainda estava com minhas pernas entre as suas (...)” ... Entende agora porque fui pro sofá?

Aquelas palavras entravam na minha cabeça como uma máquina do tempo, me levava a algum lugar o qual eu já havia estado antes! Como se soubesse exatamente o que elas estavam sentido!

O calor entre seus corpos, a coisa de ímã, o fogo que não podiam controlar, poderia sentir o cheiro de cada uma de tão bem descrita que estava aquela narração!

Era a mim que eu via ao visualizar o perfil da menina boba apaixonada aos vinte e poucos anos, que mudaria completamente a sua vida por amar daquela forma. Não eram as histórias, ou o enredo, mas sim a paixão, a ligação de amor e excitação, de sexo e libido, uma perfeição de misturas, sons, sabores que vieram à tona, de dentro de mim... Lágrimas caiam pesadas, molhavam aquelas páginas que me fizeram deslizar a mão até a minha genital, e me tocar como se não fosse eu mesma, voltando a um passado feliz, o qual aquela narração me remeteu!

Sim, eu me tocava, e me contorcia no sofá, despreocupada em alguém acordar, evitava fazer barulho, só me concentrava na descrição da cena que acabara de ler, e logo estava inserida nela!

Explodia de tesão e lágrimas, pois ao abrir os olhos, estava só, sem ela, sem a única pessoa que já provocou amor e ódio em mim. Chorava como criança, ao mesmo tempo enxugava o gozo de uma mulher sozinha, o gozo que há um tempo eu não me proporcionava, nem ninguém mais;

Quando voltei a mim, resolvi deixar os capítulos para o outro dia, e fui pra cama. Nessa hora, dormi de tanto chorar como criança quando quer uma coisa e não é atendida.

No dia seguinte, devido a minha gripe, fiquei de molho em casa, o dia estava chuvoso e já pode imaginar que gostoso seria ficar na cama, com chuva e lendo algo tão bom assim, né?

O dia foi passando, entre uma coisa e outra quando não me incomodavam, permanecia atenta, nem piscava, queria saber logo o fim daquela história. Parei pro almoço, pra janta, depois para colocar todos na cama e logo mais uma vez sozinha com a lanterna do celular pude terminar o último capítulo que deixei pra ler a noite propositalmente, depois de ter feito três sessões de auto-ajuda durante o dia!

Sim, tarde da noite a única coisa que quebrava o silêncio além da minha tosse seca, eram os meus suspiros e a corisa, depois de chorar muito com o fim do romance. Antes da última página, mais auto-ajuda, choro, lembranças daquele amor que comparei com o das personagens, um amor latente, forte, indestrutível, mas que foi abalado, e imortalizado pela falta de confiança, fidelidade, respeito e lealdade.

Voltei ao passado, fitei com detalhes a história de amor da minha vida, tudo que passei, superei, sofri, tudo que mudou, e ainda hoje, mesmo afirmando pra mim mesma e ao mundo, que esqueci, admito que, ninguém conseguirá me tocar como ela me tocou. E se um dia o destino bater a minha porta dizendo é a sua “última chance” juro que não vou desperdiçar!

Talvez nunca mais ame como um dia eu amei, talvez não seja capaz de perdoar como um dia já perdoei. Por isso registro aqui que a mulher da minha vida, já foi minha noiva, já foi minha parceira, minha cúmplice, amiga, incentivadora, e além de tudo, me tornou no que sou hoje! Uma romântica incorrigível... louca para reencontrar o amor, um amor como Duda e Gaby me fizeram reviver hoje!









quinta-feira, 30 de junho de 2011

A QUÍMICA CONTINUA AQUI!



...São 02:54 da manhã, insônia, ideias fervendo na cabeça, ouço no rádio, ''Minha Namorada'', na voz de Maria Bethânia e o pensamento volta pra ''ela'', que sumiu, que não aparece há um tempão... A lágrima cai por saber que ela pode ser a namorada de alguém agora. Ainda não esqueci aquela ''QUÍMICA'', procuro seu sorriso em volta, uma pista dos seus passos, um sinal que está por perto... mas continuo a lamentar o vazio que insiste em ficar!

Saudade do que não vivi ao seu lado!



Minha Namorada - Maria Bethânia


versão da Composição: Vinicius de Moraes / Carlos Lyra






Se você quer ser minha namorada
Ah, que linda namorada você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento, ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho de falar
devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho sem ninguém saber porquê
E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada, minha amada, mas amada pra
valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho seja triste pra você
Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
Os seus braços o meu ninho no silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois.


d.n.a



sábado, 21 de maio de 2011

Quando o "se" acontece!


Quando o “se’’ acontece!



Se eu for?
Se você não gostar?
Se não acontecer como queremos?
Não gosto do “se”! Pretérito do incerto, duvidoso, algo possível, mas ainda não realizado, tom de arrependimento quando nos lembra uma escolha mal feita, uma decisão não tomada, que significa amargar algo que não aconteceu...


Prefiro mesmo é quebrar a cara e ver qual é! Gosto quando o “se” acontece entre um abraço, o beijo roubado e o afago trocado. Gosto sim de ter o que contar e arrepender-me depois, mas ter o sabor na ponta da língua e poder julgar se bom ou ruim, pois fiz o que deu vontade, mas nunca permanecer na dúvida do “e se...?”


Sempre que proponho um brinde: - Ao que temos vontade de fazer, e fazemos! Lembro bem do sabor da dúvida... “e se?... ’’ Pois prefiro o doce sabor de um possível sim, a amargar a certeza de um não ainda não pronunciado... daí vou fundo, corro o risco! No mínimo um, -Não! ou o –Sim! esperado, é quando o “se” acaba!


Preciso de adrenalina, da ansiedade, do frio espinhal, do medo monstruoso do encontro marcado, preciso imaginar, por fantasias pra fora e realizar o que o corpo pede;


-Prazer! Meu nome é atitude! Arrisco-me, me jogo no abismo, às vezes espero a reação, desistir também requer coragem, reconhecer que não dá mais com sensatez. Porém ficar parado nunca!


Quando o “se” acontece, a vida tem mais cor, sabor, leitura, sons, memórias, histórias, chegadas e partidas, fatos cômicos ou dramáticos, mas que não existiriam caso o “se” permanecesse imperfeito, lá no subjuntivo.


Uma garota alta voltagem num quarto duzentos e vinte, resultou na sobrecarga do ar refrigerado! Mas o “se” existiu por dois dias e duas noites!


Personalidade! Sim, mas busquei respostas antes que existissem questionamentos.
Ainda no início, me preocupava com o fim, como peru em véspera natalina, o medo de que tudo que havia planejado ficasse no “se”. Demonstrei minha inquietude, o corpo respondia quente, a ansiedade tomava conta do humor, e a imaginação já lamentava o “se” que não iria acontecer... –E se não partisse? E se não acabasse?


Distraída, não percebi, o que havia feito bem debaixo do meu nariz!


A passagem rasgada sobre a mesa, a exatos mil e oitocentos segundos da hora de embarque! A alegria substituiu a ansiedade e o “se” virou interrogação! – E agora? Vamos tocar o terror? Vamos sair e badalar!?


Eu queria mesmo era fazer amor, sentir o sorriso macio tocar meu sorriso bobo...


Sentir os abraços e carícias enviados pela cam*, ouvir ao pé do ouvido as travessuras tecladas na janela da web*, nos textos dos torpedos que vinham fuzilando o coração há meses!


Queria mesmo era que o “se” não existisse, e agora saber o que pensar e fazer, já que tudo acontecera!


Entre amigos e brincadeiras, “viagens”, um bordão surgiu, e a cada desconhecido sinônimo: - IARA?!!! Como se fosse a própria Wikipédia* ambulante entre nós!


O jovem, as Amarantes, o Urso, a banda, cada lugar por onde passamos o “se” concretizou e marcou aqui na agenda, na lembrança e no coração o SOL que em Aju fez Verão!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Deficiente sou eu!

Deficiente sou eu!



Alguns passos pela rua e logo a mais inotória imperfeição no plano, torna-se um grande obstáculo, como isso ocorre?

-Devagar, dê um passo longo, há um buraco á sua frente.

-Uma calçada, tem um degrau.

-Devagar, vamos descer uma pequena rampa, pare! O sinal abriu.

-Lá vem o ônibus, pode subir.

-Tem um lugar vago á sua direita, pode sentar. Segure firme.

E ali na cadeira de um ônibus descobri tantas semelhanças ao mesmo tempo notei como sou tão covarde e medrosa as vezes...

Que em muitos momentos posso me considerar incapaz mesmo quando acho sou segura e que posso fazer qualquer coisa.

Em mais um dia útil na minha vida uma conversa de ponto de ônibus tornou-se minha maior motivação para continuar e conseguir tudo que sonhar!

Devo isso ao Alberto, um jovem que eu encontro ás tardes de sábado na pequena turma do curso de inglês. Durante a semana, leciona pelo dia, a noite estuda para o vestibular, seu foco é ingressar na universidade federal, apesar de ter ficado em segundo lugar excedente em 2011, já começou a se preparar par o próximo concurso, sem deixar a esperança de ser chamado ainda no ano que corre. Já é formado em Espanhol, e com uma rotina tão agitada encontra tempo e ânimo para estudar em casa e fazer o que mais gosta. Parece que seu melhor amigo é o computador que o ajuda em tudo, estudos e comunicação com o mundo!

Sua rotina é igual à de milhões de jovens, mora distante do trabalho, depende de transporte público, muitas vezes não faz todas as refeições por falta de tempo ou de opção onde comer.

Alberto tem uma vida parecida com a minha, me senti feliz em conhecê-lo, mas fiquei triste por dentro, me peguei com um nó na garganta durante aquele percurso, que em minutos me mostrou tantas possibilidades, tanta vantagem em ser quem sou, e principalmente sem falsa compaixão ou moralismo, que meus problemas podem ser apenas contratempos desde que eu decida enfrentá-los.

Alberto e eu somos tão parecidos, cheios de sonhos e expectativas... Ele seria apenas mais um, fazendo o que faz e buscando o que deseja. Não fosse um detalhe...

Vinte minutos antes de subir no ônibus:



-Oi Alberto, me chamo Vera, estudamos na mesma turma, posso acompanhá-lo?

-Claro! Você estava na sala?

-Sim, já fazem três aulas que sentamos um ao lado do outro.

-Você vai pegar ônibus?

-Sim, vou pegar qualquer um para o terminal.

-Ok! Eu também. Vamos juntos?

-Sim posso segurar em seu braço, para ficar melhor?

-Pode claro! Segure-se no meu braço direito.

-Vamos lá!

“-Devagar, dê um passo longo, há um buraco á sua frente.

-Uma calçada, tem um degrau.

-Devagar, vamos descer uma pequena rampa, pare! “O sinal abriu.”

Alberto, profissional da educação, aspirante ao curso de direito, aluno modelo, bilíngüe e deficiente visual... Quero dizer, cego mesmo! Deficiente sou eu, que vejo obstáculos onde não existem e que tenho pena de mim mesma por medo de lutar.

Alberto, assim se chama minha mais nova motivação!

Obrigada por me permitir conhecê-lo.

domingo, 13 de março de 2011

O primeiro, o melhor, o último!

Pense rápido! - Qual o primeiro lugar que vem a sua cabeça quando quer descansar? (CASA)

Qual o melhor lugar para ir quando o mundo parece ofender-te, machucar-te, chutar-te?

O primeiro lugar que vem a mente quando se quer esconder-se de tudo? (CASA)

Mas o que me espanta cada vez que sinto essas coisas é o fato de não pensar assim...

Quando cansada depois de uma jornada de sete dias, correndo das seis às onze da noite, para cumprir missões, do tipo trabalhar de modo eficiente, estudar arduamente, tudo em busca do melhor; Eu me finalizo essa semana com vontade de derramar-me na cama, escorrer o stress pelo ralo, mandar pra longe as dores no corpo, tirar da cabeça as pressões...

Tudo isso, eu penso no primeiro lugar para ir, e deparo-me com a irônica afirmativa da minha rotina...

Minha casa é o primeiro lugar que vem a mente, é o melhor lugar para me proteger de tudo...

Mas é o último lugar onde eu posso querer estar, pois sinto que não é meu.




sábado, 5 de fevereiro de 2011

Como entender o que não se explica?

Tentarei quem sabe esclarecer em comparações ao que já vivemos!

Não estou certa de que você é o próximo grande amor da minha vida, nem que estou apaixonada a ponto de dizer, ''estou arriada os 4 pneus e o step'', mas posso dizer que nesse momento você seria uma forte candidata em caso de seleção!
Não temos proximidade nem intimidade de boas amigas, mas temos intimidade suficiente pra dizer que mexeu comigo e com meu corpo, mas ser sua amiga seria muito fácil, afinal, ninguém se apaixona pelo inimigo!
Coisas afins têm muitas, diferenças várias, mas o que me encanta é a possibilidade de poder fazer algo na sua companhia...
Jogar bola, assistir filme, ir a paria, tomar todas e cair pra um lado e você pro outro, curtir um som e deixar a criatividade agir, programas legais sei que não faltariam!
Entendemos juntas: é algo bom o que sinto quando penso, quando falo e quando estou com você, e descobri que pode não ser tão bom pra você, mas não é ruim, nem algo que você se incomode em fazer, muito menos, algo impossível de acontecer, pois você declarou'' ficaria de novo'', pelo que você guardou de mim, certo?
Então, sem muitas explicações, sinta-se a vontade quando quiser me ver, ligar, ou simplesmente tiver afim de companhia pra um café na varanda ou o almoço corrido... Não tem palavras que expliquem sensações, e essas são boas, e não é todo dia que se pode tê-las... Por isso gosto de todas elas e aproveito!
Não se trave nem se contraia perto de mim, juro que não quero assustá-la, mas adoraria que mantivesse contato, mandasse notícias, sinal de fumaça, pelo vento, sms, orkut ou msn...assim simples..não suma...é bom tê-la por perto!


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

RENT..Os Bêmios! love & friendships!!!!

 Estações de Amor




[TODOS]


Quinhentos e vinte e cinco mil e


Seiscentos minutos


Quinhentos e vinte e cinco mil


Momentos bons


Quinhentos e vinte e cinco mil e


Seiscentos minutos


Como você mede


Mede um ano?


Em dias - em pores-do-sol


Em noites - em copos de café


Em centímetros - em quilômetros


Em risos - em discussões






Em - quinhentos e vinte e cinco mil e


Seiscentos minutos


Como você mede


Um ano pra viver?






Que tal com amor?


Que tal com amor?


Que tal com amor?


Meça em amor


Estações de amor


Estações de amor






[SOLISTA #1]


Quinhentos e vinte e cinco mil e


Seiscentos minutos


Quinhentos e vinte e cinco mil


Jornadas a planejar


Quinhentos e vinte e cinco mil e


Seiscentos minutos


Como você mede a vida


De uma mulher ou um homem?






[SOLISTA #2]


Em lições que ela aprendeu


Ou nas vezes que ele chorou


Nas pontes que ele ergueu


Ou da maneira que ela morreu






[TODOS]


Agora é hora - de cantar


Apesar da história nunca terminar


Vamos comemorar


Lembrar-se de um ano


Na vida de amigos


Lembre-se do amor


Lembre-se do amor


Lembre-se do amor


Meça em amor






[SOLISTA #1]


Meça


Meça sua vida em amor


Estações de amor


Estações de amor






 
*Um filme imperdível!
 
Rent - Os Boêmios




(Rent, 2005)


• Direção:


- Chris Columbus


• Elenco Principal:


- Rosario Dawson


- Taye Diggs


- Adam Pascal


• Sinopse: Rent é originalmente um musical escrito por Jonathan Larson, que se baseou na ópera italiana La Bohème, de Giacomo Puccini. Trocou-se a tuberculose pela AIDS e o final do século XIX pela década de 80 do século passado para compor um painel caótico.

sábado, 15 de janeiro de 2011

...Há muito tempo!

A Princesa e a Plebéia



-“Já duvidava da verdade do amor maior.

Já havia perdido a esperança nas pessoas e em quem eu amava.

Afirmava pra mim mesma que nunca mais na minha vida inteira eu amaria daquele jeito outra vez... (como se eu pudesse medir as forças do destino, como se meus pés escolhessem o caminho a seguir por vontade própria). Verdadeiramente me iludia...

Tão jovem e boba. Acreditei que era eterna uma paixão proibida. Paixão insana, paixão recolhida, envergonhada, retida, sofrida...Quem viu sabe era única.

Sim era!

Era o que eu conhecia por amor até você me encontrar...

E o que me tomou por dentro foi o choque dos sentimentos que me jogaram subitamente em seus braços. Encarei a dúvida do que eu deveria fazer versus o que eu queria fazer.

Diante de você eu não sabia quem era eu. A sua frente cai em tentação! Não me contive, não me proibi, nem fiz esforço pra me controlar. Cai fora das convenções e joguei fora o livro de cabeceira o qual me dizia sempre o que era certo, pois, tive que decidir entre viver e fingir pra mim mesma que outra vez era proibida.

... Não pensei e me doei a você... Deixei me enfrentar e tornar meu caminho real.

Foi por você que eu decidi...

Uma força superior agiu sobre mim e o que senti não descreveria em mil páginas...

O que desejei indubitavelmente, era a criação mais linda e perfeita do universo.

Sim, repleta de luz, e absorvia toda atenção daqueles que não menos do que eu, também a desejavam.

... Sorrindo você veio me encontrar em meio a tantas pessoas... Você me escolheu.

Desde então não tenho como dizer que sou feliz, porque isso é pouco.

Não consigo guardar o grito na garganta, nem esconder do mundo que o paraíso está na terra.

- Pena nem todos poderem gozar dele. Para tanto é preciso estar ao seu lado... Isso é privilégio de poucos felizes mortais. Obrigada por ser um deles”.



-Assim eu me declarei a ela... Aquela criatura perfeita que me encantou. Uma Princesa que veio ao meu mundo para uma festa de modestos burgueses e me resgatou para sua vida salvando-me do abuso e injustiças da vida medíocre em que eu vivia.

Eu uma simples “plebéia” diante de uma Princesa que onde estava parava multidões. Que por onde andava cegava de desejo os homens, matava de inveja as mulheres, destruía lares... Só porque era linda e ninguém jamais alcançaria sua beleza interior e exterior. Beleza da qual fui vítima e seduzida. Pessoa justa e correta como só ela nesse tempo de loucos, ladrões e pessoas execráveis; Como ela nunca vi antes. De tudo fazia para atender ao próximo, de tudo abria mão para satisfazer vontades que não a sua. Saiu do seu mundo e abraçando com carinho um mundo que não a pertencia sofreu um pouco com as desigualdades e diferenças.

Mas juntas superamos o preconceito, a sociedade cruel, os falsos princípios, os incrédulos, superamos amor de infância, até amor á distância...

Durante quase dois anos aprendemos sobre o mundo e sobre a vida. Ela me fez mudar, cresci ao seu lado. Hoje se longe dela, tenho fome da sua presença, morro de sede do seu gosto, meu olfato já não percebe o cheiro das rosas, pois, somente sinto seu cheiro doce inconfundível.

Com certeza a Princesa por quem me apaixonei e me jurou amor, desfigurou assim o enredo de todo conto de fadas, causando desavenças em sua família, abrindo mão de seu berço, provando, como eu fiz, que o amor não é uma bula e tem contra-indicações. O amor é igual para todos, pois todos sonham com o príncipe encantado, a cara metade, a alma gêmea...

Achei que chegaria num cavalo branco, mas foi num carro popular, num encontro de amigos que a minha cara metade chegou. E como nunca imaginei, estou amando. Não tenho culpa se não sou um príncipe, ela não tem culpa se não é um “plebeu”.